Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

Uma questão de ética



O meu nanifesto:

Não critico completamente os muçulmanos, quando me recordo das vezes
sem conta que os Americanos foram lá meter o "bedelho" onde não
deveriam, tudo por único interesse financeiro, lembremo-nos do Kwait,
do Afeganistão, da Arábia Saudita, etc etc etc... Não defendo em nada a
atitude deles, mas temos também de ver as duas moedas...
O facto da polémica sobre as caricaturas parece-me um pretexto para
uma guerra religiosa, há muito esperada pelos dirigentes fundamentalistas...
Agora a questão está: Queremos entrar em mais guerras por motivos
menos nobres !?
Defendo completamente a liberdade de expressão. Olho para as mesmas
como olho o Papa com um preservativo no nariz... Eles afinal tem a sua
liberdade de expressão também.
O problema de hoje em dia é não haver tolerância, parece que não
aprendemos nada com as histórias do passado.

A resposta que obtive:

Pois acho que tens razão. Mas atenção, que o interesse financeiro ( penso que significas energético e a nível dos negócios ) é de todos, não é só dos Americanos. Ou seja, eles fazem a guerra e todos ganham ( todos, os países desenvolvidos ).

A omissão também é um "pecado". Ou seja, mente-se por omissão. Há quem defenda que quando as sociedades mais desenvolvidas "fecham" os olhos aos países do terceiro mundo que não têm condições de desenvolvimento, sendo dominados por elites, políticas e religiosas, que o impedem, estão elas mesmas, a "pecar por omissão. Ou seja, a atitude de: o problema é deles ( desses povos), eles que se "desenrasquem" que nós estamos cá no nossos cantinho, com o nosso desenvolvimento, com a nossa democracia, com a nossa "barriga cheia", é uma atitude que pode sair muito cara a todos.

Não me parece que seja possível, nos dias de hoje, haver dois mundos, um medieval, atrasado económica e culturalmente, com falta de liberdade e com sociedades dominadas por elites cruéis que só pensam nos seus privilégios, e outro mundo moderno, democrático e desenvolvido em que, com os seus defeitos e os seus desequilíbrios, permite um nível de vida a todos, que é impar na história do desenvolvimento Humano. Um sem abrigo no nosso mundo tem acesso a mais coisas, a todos os níveis que muitas populações em países em vias de desenvolvimento. ( os sem abrigo, aqui, têm acesso fácil a comida, tabaco, cerveja, vinho, telemóveis, refrigerantes, relógios, entre outras coisas, que em países em vias de desenvolvimento são luxos para trabalhadores).
Este meu comentário acaba mais ou menos como o teu: eu não sei se queremos ir para uma guerra por causa disto, não sei se isto é uma causa menos nobre - ou mais nobre - para uma guerra, nem sei se uma guerra é capaz de resolver este assunto. Em suma, não sei como é que este problema se resolve.
Mas uma coisa eu sei: ele tem que ser resolvido nos próximos anos e, sem dúvida, de forma mais nobre ou menos nobre, a História se vai encarregar de o resolver.
Eu, cá, gostava que fosse resolvido de forma "mais nobre", ou seja, menos traumática para todos. Mas, reforço, vai ser resolvido.

E a tua opinião! Qual é!?

publicado por criticus às 09:56
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